O poder de inventário da mente

O poder de inventário da mente

E sua fundamental importância na educação

O ser humano tem várias faculdades, entre elas, a faculdade mental de inventariar.

É importante ressaltar que o conceito aqui não é outro senão o filosófico, pois há também o conceito jurídico que trata da partilha de bens de uma pessoa, mas não é sobre este processo que irei tratar neste texto.

Filosoficamente, inventariar é o poder que se tem de dizer o que cada coisa é, sua função e local próprio, (é parte de nossa inteligência) e a partir daí direcionar nossas ações, decisões, práticas, metas, enfim, nossas vidas.

No processo educacional o poder de inventariar da mente é inexorável, pois sem ele a educação é impossível.

Temos por exemplo o poder cerebral (que não é o mental) que no momento certo diz pra cada órgão do corpo humano sua função, temos também o poder psicológico de organizar as emoções e sentimentos.

Imagine se na hora em que o corpo precisa de mais oxigênio o cérebro envia a ordem para os rins funcionarem para esse propósito?

Podemos imaginar o final…

Imaginemos também se no momento em que a emoção correta é a admiração à psique apresenta o desprezo?

Também podemos imaginar o resultado…

O processo educacional passa pela correta organização dos pensamentos e estes vêm da mente, por isso é necessário que o canal por onde essas ideias passem estejam bem limpos, para que uma ideia que tenha por exemplo o propósito de unir a pessoas não gere facções.

Lembro que todas as escolas de filosofia, desde os pré socráticos como Parmênides que dizem os historiadores “descoberto a dialética”

Até os dias de hoje, sabem a importância de ter uma mente bem limpa e organizada, como qualquer ambiente que precisemos usar.

Iremos tratar em outro momento de como se faz para ter uma mente limpa e organizada, porém hoje o intento é refletir sobre este tema.

Observando em como tratam a educação hoje no mundo, podemos perceber o quão distante estamos de uma boa educação humana, ainda que a tecnocracia em muitos lugares seja bem requintada, é deficiente para a formação do cidadão, basta vermos como se comportam nossos profissionais em todas

as áreas do conhecimento e como estes conhecimentos estão aquém das necessidades humanas, mas não das necessidades do mercado.

Uma consideração a fazer é sobre a cultura entregue pelos governos hoje.

Músicas de baixíssimo nível, livros que exprimem ideias paupérrimas, filmes de cunho no mínimo duvidoso, ideias de separação de classes (que é uma falácia), a promoção de desprezo pelo seu país e sua história, enfim, uma enormidade de lixo que contamina esta ferramenta tão fundamental para a educação humana.

Como teremos bons governantes por exemplo, se suas mentes não conseguem se quer inventariar sobre justiça, política, saúde, educação e outros aspectos importantes para uma sociedade?

Talvez seja esse o motivo da decadência que presenciamos hoje; pensemos sobre isso.

Como escrevi no início do texto, trataremos sobre a construção de uma mente saudável em outro momento, mas penso que umas dicas seriam bem-vindas, como:

Leitura dos clássicos, músicas altivas, filmes que gerem emoções e sentimentos nobres, assuntos que qualifiquem nossas conversas, amizades edificantes, e sempre procurar diminuir o nível de egoísmo, são passos importantes para a educação ideal, pois nos ajudam a qualificar os elementos que promovem o inventário que devidamente aplicado por nossa mente, com certeza nos levará ao patamar humano que almejamos.

Que Deus abençoe nossa jornada!

Sobre o autor

Edson Araujo

Palestrante, estudante de filosofia e teologia, colunista na Revista Conhecimento & Cidadania.

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BIOGRAFIA

Leandro Costa

Servidor público, advogado impedido, professor de Direito, Diretor Acadêmico do projeto Direito nas Escolas e editor-chefe da Revista Conhecimento & Cidadania.

Defensor de uma sociedade rica em valores, acredito que o Brasil despertou e luta para sair da lama vermelha que tentou nos engolir. Sob às bênçãos de Deus defenderemos nossa pátria, família e liberdade, tendo como arma a verdade.

É preciso fazer a nossa parte como cidadãos, lutar incessantemente por nosso povo e deixar um legado para as futuras gerações. A política deve ser um meio do cidadão conduzir a nação, jamais uma forma de submissão a tiranos.

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